PR Convida: Parti em 3

A gente sempre lê e ouve por aí histórias de pessoas que resolveram viajar pelo Brasil ou pelo mundo e ficam meses fora. Mas a pergunta que sempre vêm a cabeça é: Como elas fazem isso? E o trabalho? E o dinheiro pra bancar tudo isso?

Se você realmente quer pôr o pé na estrada tem uma decisão importante para tomar: não compre aquilo que você não precisa. Carro do ano, celular de última geração, roupas e mais roupas, supérfluos que chamaram atenção em uma liquidação, artigos que você comprou porque todo mundo tem. Isso tudo é legal, mas será que são mesmo necessários?

Aprendendo a viver com menos, o dinheiro rende mais e você descobre que, pode sim, passar meses viajando por aí e que não precisa ser rico para dar uma volta ao mundo. Viajar é única coisa que você pode comprar e realmente ficar mais rico!

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Li uma frase esses dias que responde bem a essa questão: “Viajar tem muito mais a ver com coragem do que com dinheiro.”  E foi com muita coragem e dinheiro suficiente para se virar que três amigos resolveram partir numa viagem pelas estradas do Brasil.

Pedro e Lucas tiveram a ideia de partir para um mochilão pelo Brasil após fazerem uma viagem para Buenos Aires onde fizeram amizade com vários gringos que conheciam mais o Brasil do que eles mesmos. Kathy, a terceira integrante do grupo, também abraçou a ideia e então eles foram.

A aventura ganhou até nome “Parti em 3”. Três porque são três amigos viajando juntos, e também porque eles partiram em 3, 2,1… Pedro me contou que não houve muito planejamento. Eles juntaram a vontade de descobrir com um único objetivo que era chegar até a Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte. Como e quando eles chegariam até lá não importava muito, desde que fizessem esse trajeto da melhor forma possível com as opções que tinham disponíveis pelo caminho.

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Foram  mais de 3.000km de viagem passando por Juiz de Fora, Teófilo Otoni, Nanuque em Minas Gerais com direito até acampar no coreto da cidade e tirar foto com o prefeito.  Após uma semana de viagem dormindo em postos de gasolina pela estrada eles chegaram à Bahia graças à carona de caminhoneiros gentis que eles encontravam pelo caminho. E aí foi Arraial D’Ajuda, Morro de São Paulo, Cachoeira, Salvador (de onde a Kathy retornou para São Paulo). Depois de Salvador o plano era ir direto para Pernambuco, mas como essa viagem foi cheia de surpresas Pedro e Lucas foram parar em Aracaju, no estado de Sergipe. O que a dupla considerou como um presente, afinal era mais um estado e mais uma cidade para eles conhecerem!

Em seguida foram para Recife, onde faltavam ainda 300km para serrem percorridos até Pipa e a dupla completava 50 dias de viagem. Após alguns dias em Pernambuco ele partiram para Goianinha, cidade próxima de Pipa,  fazendo o trajeto de ônibus. E  foi quando tiveram que passar pelo momento mais difícil da viagem, assim que desembarcaram às 23hrs Pedro percebeu que havia deixado a carteira e o celular dentro do ônibus. E então faltando apenas 27km para chegar ao destino final eles se sentiram perdidos. Sem dinheiro, sem documento e sem celular para encontrar o contato que eles tinham em Pipa a solução foi manter a calma e usar a experiência que eles tinham adquirido depois de tanto tempo de estrada. Conseguiram carona de um taxista até Pipa e alguém que encontrou o celular no Pedro no ônibus conseguiu pelo facebook localizar o dono e assim devolver o aparelho. E no final deu tudo certo!

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E assim foram 60 dias de viagem que aconteceram também graças aos caminhoneiros e taxistas desse Brasil que deram carona ao trio, aos moradores locais que ajudaram levando-os para acampar no quintal de casa, ou então que cederam suas casas para que os aventureiros pudessem tomar banho, pessoas que trocaram algum serviço com eles (como lavar pratos ou cozinhar) em troca de qualquer ajuda. Amigos de amigos que moram nas cidades por onde eles passaram e os ajudaram durante essa caminhada (bem difícil pois a mochila que eles carregavam pesava cerca de 30kg).

Eu ia perguntar ao Pedro o que ele perdeu e o que ele ganhou após essa viagem mas ele mesmo postou nas redes sociais um texto que achei tão verdadeiro e que eu gostaria de dividir com vocês:

” Nessa viagem, eu perdi algumas coisas:

-Relógio.
-Colchão inflável. Abandonei, porque são descartáveis!
-Barbeador.
-Shampoo, porque sabonete serve para tudo.
-O medo das pessoas, eue São Paulo gera em quem vive aqui.
-Sentimento de impotência.  É difícil ter essa sensação quando é só você e você pra resolver qualquer coisa.
-Apego material, os que mais doam, são os que nunca sentem falta e os que tem menos para doar. 

E ganhei:

-Valor a presentes, e não presentes de valor.
-Muito mais educação e bom humor no trato com pessoas. Cara, isso resolve tudo!1
-Casas e amigos em vários lugares do Brasil.
-Responsabilidade, porque o ato de ser livre, é carregar contigo toda a sua vida com você, nem todos estão preparados pra isso.”

Quem quiser ver mais fotos ou saber mais o “Parti em 3” tem tumblr e instagram @partiem3. E você pode conferir outras muitas (e boas) histórias contadas pelo capitão dessa missão, o Pedro, no instagram dele.

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PR Convida: Marcel Facetto

Essa semana circulou na internet um vídeo feito pelo Alex Chacón, um viajante que registrou seus 600 dias, 36 países e 202.697 quilômetros viajados com uma GoPro e o resultado é um vídeo SENSACIONAL (que você vê clicando aqui) com pequenos momentos e lugares por onde o Alex passou durante essa baita viagem!

Aproveito para compartilhar um vídeo feito pelo meu amigo Marcel Facetto, que também utilizou uma GoPro durante um mochilão de 28 dias pela América do Sul, e registrou de forma MUITO criativa essa viagem que revela paisagens surpreendentes de 20 cidades pela Bolívia, Chile e Peru em 360 graus!

Alguns momentos dessa viagem incrível:

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Valle de la Muerte

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Caminho para Aguas Calientes

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Valle Sagrado

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Machu Picchu

 

 

 

 

 

 

 

Greetings from California!

Olá! Fiquei ausente aqui no blog nessas duas últimas semanas por um bom motivo: vim morar em Los Angeles, na Califórnia. :)

E estou encantada com tudo que tenho visto e vivido aqui, meu fuso-horário ainda está meio atrapalhado (aqui são 6 horas atrasadas), por isso e outros motivos, minha dedicação aqui no blog caiu um pouco (afinal, tem tanta coisa nova me esperando do lado de fora…).

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Eu normalmente não faço posts sobre minha vida pessoal (porque ela é bem normal e simples), mas às vezes me dá vontade de compartilhar algumas ideias além do meu círculo diário de amigos e familiares.

Quando meus pais se casaram, eles começaram sem perceber, um ciclo infinito de viagens e possibilidades na nossa família. Com a moto do meu pai, barraca na mochila e muita disposição, eles desbravaram cidades, montanhas, cachoeiras, praias e outras diversas paisagens pelo território do Brasil.

Conforme o tempo ia passando e soma de quilômetros rodados aumentava, eles foram em busca de uma barraca maior, e maior, e maior… Até que eu nasci! E aí com dois meses de vida eu caí na estrada também. :)

Depois das barracas, vieram os traillers, os motorhomes e a as viagens cada vez mais longas também! <3

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As inúmeras oportunidades que eu tive desde muito pequena de ter contato com os animais, a natureza, as comidas, os sotaques diferentes fizeram de mim uma pessoa cada vez mais curiosa e insaciável. Existe uma palavra em alemão que consegue traduzir esse desejo maior: WANDERLUST. Nessa expressão o termo “wandern” significa “vagar” e “lust” significa “desejo”. Juntos, esse termos representam essa vontade infinita de viajar e conhecer o mundo.

Já passei o Réveillon dentro da barraca sem poder sair porque caia uma chuva torrencial em Santa Catarina, já fiquei horas e horas sem energia e tomei muito banho frio no Espírito Santo, já dormi no meio da estrada e rodei dias inteiros pelas estradas da Bahia, já subi no ponto mais alto de uma favela do Rio de Janeiro, já peguei frio de 3 graus em Curitiba, já fiz trilha até os cânions no Rio Grande do Sul, já fui pra Brasília sozinha em busca de inspiração, já dormi em um quarto com oito pessoas (quatro roncavam) em um hostel em Buenos Aires, já pisei na última (e esquecida) cidade do sul do Brasil, o Chuí. Mas ainda quero conhecer o Oiapoque…

A cada novo lugar, a vontade de viajar só aumenta. A cada nova viagem, me apaixono ainda mais por todos os lugares que conheço e, também, os que ainda não conheci. Sigo viajando e vivendo.

O mundo é tão grande:
“Para viajar basta existir.”

Fernando Pessoa

The Move, Eat & Learn Project

Três caras, 44 dias, 11 países, 18 voos, 61.000 km e uma ótima ideia! Os registros de uma viagem que se tornaram mais do que uma lembrança, eles ensinam e aguçam os sentidos. Esse projeto sempre me inspira, e acho que ele tem a ver com o espírito que quero passar aqui, então resolvi compartilhá-lo. :)
Por Rick Mereki (diretor, produtor, câmera e editor), Tim White (produtor, editor, e som) & Andrew Lees (ator)