Apenas Kubrick

por Beatriz Viabone

A exposição em cartaz no MIS (Museu da Imagem e do Som) chamada Stanley Kubrick, poderia receber algum complemento que deixasse clara a sua riqueza e originalidade como diretor de cinema. Mas, ao visitar a exposição a ideia se conclui: dispensa-se o subtítulo, já que só o nome possui a força de ser quem ele é.

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Instalação do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968).

Com dezesseis ambientes, centenas de objetos, milhares de imagens e incontáveis detalhes, a mostra nos leva a uma verdadeira imersão sensorial aos longa metragens clássicos e também aos menos conhecidos, que também reproduzem o talento de Kubrick.

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Na primeira, o poster de Laranja Mecânica, de 1971. Depois, a roupa usada pelo ator Malcolm McDowell no papel de Alex DeLarge. Por último, uma réplica das manequins do bar-leite Moloko.

Até mesmo quem nunca assistiu a um filme do diretor poderá reconhecer a matriz de tantas referências em clipes musicais, peças de design e também em outros filmes, todas originais da mente brilhante desse, porque não, “Iluminado” diretor.

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Acima, poster do filme “Lolita”, de 1962. Abaixo, a instalação do clássico óculos de coração, com trechos do filme.

Os três filmes mais conhecidos, e também mais replicados por aí, ganharam três salas distintas. As salas de 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), Laranja Mecânica (1971) e O Iluminado (1980) não só expõem os objetos, como criam um ambiente único, que despertam a curiosidade de quem não conhece os filmes e faz aqueles que já são fãs lembrarem porque admiram Stanley Kubrick.

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Primeiro, os vestidos originais usados pelas gêmeas aterrorizantes. Depois, a máquina de escrever usada pelo ator Jack Nicholson, no papel de Jack Torrance. E, por último, Jack Torrance no clássico baile no hotel Overlook.

E de um todo, não há como resumir. Trata-se de, apenas Kubrick.

Serviço:

Quando: Até 12 de janeiro de 2014. Terças a sextas, das 12h às 21h; sábados das 10h às 22h; domingos e feriados das 11h às 20h.

Quanto: R$ 10 (inteira) R$ 5 (meia)
Ingressos para a mesma data da visitação à venda nos horários: quartas às sexta-feiras, das 12h às 20h; sábados, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 19h. Terças-feiras: Ingresso gratuito.

Onde: MIS – Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo.

Atenção: a bilheteria do MIS fecha 1h antes do término do horário de visitação.

PR Convida: David Santana

Hoje temos aqui no blog outro parceiro/convidado/amigo. O David trabalha com Publicidade e Comunicação, mas nas horas vagas preenche seu blog pessoal “Ideias Nobres, Versos Pobres”  com versos nada pobres! O blog dele tem mais de 300 poemas e reflexões sobre diversos temas e muita sensibilidade. :)

 

David Santana Neves

27 anos

Redator publicitário, Planejamento estratégico em eventos e Culture Marketeer. De tudo um pouco no mundo da comunicação.

Minhas principais influências são… “Meu avô João, Quintana, Drummond, Leminski, Manuel Bandeira, Oscar Wilde, Dom Quixote, Dom Casmurro, Rock’n Roll e Música Brasileira de qualidade.”

No futuro eu quero… “Dar a volta ao mundo num balão.”

O David se expressa muito bem transitando pelas possibilidades que a língua portuguesa oferece, criando rimas e ritmos bem interessantes em seus poemas.

Apelo

“Amor à flor da pele

Quando te vejo sinto um arrepio na pele.
Apele para mim – beijar – toda a pele sua.
Sua pele é minha, minha pele sua.
Apelo para te beijar onde há pêlo, onde pele há.

Apele para me dar… Há pele sua sobre mim
Minha pele sobre você – apelo sim
…e no fim do apelo, arrepio e fim.”

Avoado

“O amor foi visto por aí, voando.

Perdidos somos nós, passarinhos que ainda não aprenderam a voar. E apressados por sermos novos demais, pulamos para o galho mais próximo só porque o que estamos balança.

Perdidos somos nós que temos mapas, tecnologia, guarda-chuva, conta-gotas, e estamos cada vez mais infelizes. Fabricamos asas como se pudéssemos enganar a natureza, tiramos os pés do chão, mas ao invés de voar, viramos de ponta-cabeça.

Ele continua por aí, voando, pousando, em seu caminho. Distraído, avoado. Querendo se multiplicar.

A culpa não é do amor, é dos amadores.”

 

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Eu Rio

“Entre Copacabana e Ipanema nascem amores, calores, poemas. É lá do alto, Arpoador, calor, amor. Pôr do sol, nascer e te ver partir.

Todo dia o mundo morre um pouquinho e se acaba mansinho pra nascer pra lá. Abraço os joelhos e apoio o queixo imóvel te vendo partir, enquanto lá embaixo vejo as ondas levarem os que desafiam.

Agora eu entendo a bossa e suas garotas, suas curvas, suas orlas.

O bom é estar ali, aplaudir, te ver ir. Ah como eu rio, e rio alto. Ah Rio, que saudade de ser seu.

Lento é o vento do adeus.”

Uma sociedade

“Sorrir com você, acordar com você.

Ir dormir e deixar o tempo me envolver.

Levo as horas a sério, não perco nenhum segundo.

No primeiro minuto você já é minha.

Quero comer ao seu lado, andar no mesmo jardim e colher a sobremesa.

Ver o sol nascer, os filhos crescer…Ver tudo mudar, sentados na varanda.

Adoro esse vaivém de gentilezas. Sintonia é uma palavra que junta tudo, e transborda meu corpo num lugar ideal para receber um sorriso… Te declaro culpada por muitos deles.

Dividir. Cozinhar. Viajar. Juntos!

Quer ser minha sócia? Fiz minha proposta!”

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PR Convida: Bruno Panda

Hoje tenho o orgulho de apresentar o primeiro convidado/parceiro/amigo (ainda não sei como classificar e nem sei se devo) a expor aqui no Blog o seu encanto e talento. :)

Bruno “Panda” Moreira

25 anos

Diretor de Arte e Sócio do Estúdio Lateral

Gosto de fazer isso nas horas vagas porque… “Gosto de tocar e fazer música, acho que isso na minha vida é umas da partes mais importantes. É onde não tem cliente, não tem briefing, prazo… Não tem nada, só vontade de tocar e fazer isso realmente por amor. Pra mim é uma das formas mais sinceras de compartilhar como você se sente, e dividir isso com outras pessoas é bem gratificante pra mim, não importa com quem seja e nem com quantas pessoas.”

Minhas principais influências são… “Acredito que não consigo númerar minhas influências porque elas vão além da arte e do design, mas eu piro muito em Basquiat, Warhol, Roy Lichtenstein e muita arte de rua. Além disso acho que esse conceito de cidade moderna me influência muito, essa rapidez toda.”

No futuro eu quero… “Tentar viver uma vida simples na minha visão, sem muita posse, sem essa loucura de ficar perseguindo alguma coisa que ninguém sabe o que é, sem tanta desculpa pra ficar sem tempo para as coisas importantes. Pra mim qualidade de vida não é carro do ano, é aquela cerveja as 3 da tarde de uma segunda com pessoas que te fazem bem, isso que busco pro futuro.”

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O que eu mais gosto do trabalho do Panda é esse traço tão delicado que ele tem, mas que ao mesmo tempo, é muito conciso. É muito clara a influência da música e do caos urbano em sua ilustrações, que transpiram carga emocional e personalidade fortes combinadas com um ar sutil.

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